CPMI aprova reconvocação de Mauro Cid e quebra dos sigilos de Carla Zambelli

Ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro já esteve na CPMI em 11 de julho, quando permaneceu em silêncio

  • Por Henrique Rabadan
  • 24/08/2023 12:21
CPMI aprova reconvocação de Mauro Cid e quebra dos sigilos de Carla Zambelli Deputada é acusada de contratar hacker para invadir sistemas e de incentivar atos antidemocráticos VINÍCIUS NUNES/AGÊNCIA F8/ESTADÃO CONTEÚDO
Crédito: VINÍCIUS NUNES/AGÊNCIA F8/ESTADÃO CONTEÚDO

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de Janeiro aprovou 47 requerimentos de convocação, informações e quebra de sigilos nesta quinta-feira, 24. Entre os documentos aprovados estão a quebra dos sigilos da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), do hacker Walter Delgatti Neto e uma nova convocação do tenente-coronel Mauro Cid. O ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) já compareceu à CPMI no dia 11 de julho, mas ficou em silêncio com autorização do STF (Supremo Tribunal Federal). Nesta quinta-feira, convocado à CPI da Câmara Legislativa do Distrito Federal, ele também informou que não vai falar. Os integrantes governistas da comissão do Congresso esperam que Cid contribua na próxima convocação e responda os questionamentos sobre as mensagens entre oficiais e reservistas do Exército encontradas em seu celular pela Polícia Federal. Os agentes também encontraram no aparelho a chamada ‘minuta do golpe’, um decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) que teria sido preparado pelo governo na época.

Após a votação em bloco de 57 requerimentos, as quebras de sigilos de Carla Zambelli e de Walter Delgatti foram aprovadas. O hacker afirma ter recebido R$ 40 mil da deputada para inserir dados e documentos falsos no sistema de tecnologia do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), dias antes do 8 de janeiro. A deputada nega ter feito a transferência. A convocação de Zambelli foi um pedido da relatora, a senadora Eliziane Gama (PSD-MA), que também pautou o acesso aos dados do irmão da parlamentar, o deputado estadual Bruno Zambelli (PL-SP) e do marido dela, Antonio de Oliveira. Existe ainda a possibilidade de Zambelli ser convocada a depor, mas a relatora quer analisar os documentos antes de definir sobre pedido de convocação da deputada.